terça-feira, 3 de novembro de 2009

Confusão?

A mente confunde o coração, o coração confunde a mente.
A solidão confunde o coração, o vazio confunde a solidão.
O dia confunde com a noite, a noite confunde a sanidade.
A insanidade confunde a razão, o impulso confunde a verdade.
A mentira confunde o sentimento, a dor confunde o sonho.
Os fatos confundem a esperança, mas nada confunde a alma.
Fica impregnado, fica fundo, fica inconfundível.



o tal daquele
amor. ♥

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

pra você

O tempo curou a ferida em nossos peitos e nos trouxe a graça dos nossos sorrisos.
Nos trouxe a paz de uma risada gostosa e bem dada.
O olhar não carrega mais a mágoa, ele carrega as cores daquela linda história.
Os momentos de felicidade extrema trás a nostalgia, mas ela não dói mais — ela apenas enche o vazio com as melhores memórias que posso carregar.
Porque me permite pensar no quão feliz eu sou capaz de ser.
Te ver sorrir, me faz sorrir.
E se algo me incomoda, é apenas o receio de alguém ferir seu coração.
Eu não acho palavras pra te agradecer por esses meses que se passaram e deixaram uma marca perpétua em meu peito. Também não acho palavras pra expressar nada do que senti, do que sinto... É apenas amor — daqueles que podem mudar, podem se transformar, mas que NUNCA, e eu digo NUNCA MESMO, vão se apagar o dimunuir sua intensidade tão poderosa.
Você estava certa o tempo todo, será SEMPRE amor.

E de todas as pessoas que passaram na minha vida, você é a que vai ficar do lado esquerdo do meu peito até o último dia da minha vida.
E eu estarei do seu lado, mesmo que de longe talvez, até quando você não precisar, de fato, de mim.
Te protegerei, cuidarei de você e jogarei pistas no seu caminho (se você precisar) pra te levar pro lado certo.
Por sermos tão diferentes, de algum modo nos completamos, pois você enxerga de um jeito e eu de outro e juntas enxergamos um INTEIRO.

Obrigada por tudo que passamos e por tudo que vamos passar.
Eu te amo, e sempre vou amar ♥

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que sempre foi dito.

Era uma vez, uma linda história que foi contada aos ventos, às estrelas e todos os astros do céu, ao mar e à todas as pequenas criaturinhas vivas do nosso belo planeta. Essa história era contada com glória e muito amor, pois era muito sincera e causava deslumbre em todos que a ouviam.
A história das duas meninas. A alta e a pequena.

O que nenhum dos ouvintes dessa bela história sabiam, era que ela havia chegado a uma parada triste.
Com o tempo a menina pequena começou a desacreditar que um dia encontraria sua menina dos olhos dourados e parou de visitar o mesmo local todos os dias.
Mas mesmo assim, em intervalos irregulares ela passava algumas noites sozinha naquele lugar tão vazio, porque as estrelas que ela havia dedicado à sua menina alta continuavam a brilhar fortemente no céu.
A pequena sempre prometeu que estaria lá — e mesmo que não todos os dias agora, ela sempre voltava na esperança de encontrar algum sinal de que sua amada menina havia retornado.

Essa história será sempre contada, para cada organismo vivo desse universo.
Para que caso alguém aviste a menina alta, a avise que sua pequena a esta procurando.
E o melhor guia para essa procura são as estrelas. Porque elas tem o brilho do amor que a pequena sente pela menina alta.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

só o que importa agora

Os sinos já nem faziam mais diferença. Eu os ouvia, mas pra mim já não importavam mais.
Eu estava segura, protegida naquele abraço tão maior que eu.
Não sei como ele chegou, nem de onde resolveu surgir, mas foi assim do nada, sem mais nem menos que ele roubou boa parte dos meus pensamentos.
É tão diferente... como eu posso dizer? Hmmm, saudável.
Nada de mim é monopólio dele, e é esse equilíbrio que dá aquela cor especial.
Nem brava eu consigo ficar, porque quando eu começo a me estressar ele logo me lança aquela expressão lá, que me quebra no meio e me faz falar: "Para, eu to brava" — e eu acabo soltando aquele sorriso que o cativa.
O som da risada dele e até mesmo aquela voz de homem-menino que não quer levantar após as nossas poucas horas de sono juntos.
E sabe o que mais me assusta? As imagens que se passam na minha cabeça. Chega a ser apavorante, mas no final das contas eu nem sinto tanto medo assim, porque com ele eu não vivo imaginando ou criando, eu vivo o agora, o HOJE — sem pensar no que pode ou não vir a acontecer.
Eu não temo mais meu destino, porque ele me ensinou que nosso destino somos nós quem o faz.
Podemos mudar nossos caminhos, nossas rotas — embora NADA possa ser previsto, o melhor não é prever e sim VIVER intensamente.
E é isso que eu mais gosto nele, essa liberdade na cabeça de não pensar em nada além do momento que estamos vivendo.
Eu sei... ele entrou na minha vida para mudar o que eu não estava conseguindo.
Agora é tão claro que me sinto até um pouco besta, mas aliviada por ver a realidade do modo tão simples que ela é.

Viver com ele, é viver uma aventura nova a cada dia. A cada risada, a cada rua que percorremos em alta velocidade, a cada beijo, a cada abraço e a cada ecstasy que sentimentos eu me sinto um pouco mais madura, um pouco mais MULHER.


Viver agora, sem pensar no que pode acontecer. É desse jeito que é pra mim e pra você.

♥

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Os sinos.


Eu consigo ouvir os sinos. Eles tocam lá do alto daquela montanha gigantesca que eu sempre olho da minha janela.
Eles anunciam a nova mudança.
Eu esperei por esse sinal, pacientemente, deitada na minha cama compondo, escrevendo.
Levanto-me e olho para as nuvens que dançam no céu, elas estão indo embora e a porta se destranca num pequeno estalo.
Olho para a minha bagunça que deixei em cima da cama e volto a olhar pra janela — e enxergo uma pequena frestinha de sol entrando pela mesma.
Os sinos não param de cantar, eles estão felizes pela mudança que chegou.
Junto com a mudança eu sei o que eles declaram. Eles declaram a segurança que eu esperava, e já que ela está "pronta" eu posso partir. Posso sentir o sol completamente quente em minha pele — mesmo que eu conseguisse sentir o sol, ele não estava tão forte assim, mas agora está, eu sinto.
Dentro de mim surge um nascer de tudo novo. Eu posso fechar os olhos e enxergar aquele arco-iris que se perdeu em alguma curva da caminhada.
Eu o recuperei. Recuperei as cores, os cheiros, os sentidos.
Os sinos cantam e cantam e minha voz sai num tom agudo celebrando o acontecimento.
Deixarei uma carta na cama com as minhas coordenadas. Nunca sumirei, mas correrei atrás de tudo.
Na verdade, parece que tudo correu atrás de mim — pensando bem — tudo que eu procurava o fim de outubro está me trazendo — junto com algumas coisas desagradáveis, claro.
Os dias de outubro estão chegando ao fim, e os sinos irão cantar até lá, para que eu não me perca no caminho novo.
Porque é tudo TÃO novo, que parece que eu estou aprendendo a andar de novo.

Obrigada. Só isso eu tenho pra falar.
As vezes os sonhos se tornam pesadelos, e os pesadelos te fazem acordar no meio da noite.
Você luta pra manter os olhos abertos e pra se livrar de todas aquelas imagens grotescas formadas na sua cabeça.
Mas você acorda diferente, mais sábio talvez. O susto passa e você começa a enxergar as coisas completamente diferente.
Você agradece, você reza e o melhor de tudo: você ganha uma nova lição.

De toda a merda, sempre vem algum aprendizado.
E eu tive os meus.
Vou continuar abraçando a pouca paz que tenho, para transforma-la em uma paz constante.
Vou carregar comigo a única coisa que todos deveriam carregar..... o silêncio.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Paz.

Eu quero a paz que encontro nos seus abraços.
Quero a despreocupação de acordar e saber que você estará do meu lado, sabendo assim que nada mais vai me importar.
Quero sentir seu corpo junto ao meu, sabendo que estou completamente protegida.
Quero ver seu sorriso se formando só pelo fato de eu te lançar aquele olhar que você gosta tanto — ou seus olhos se prendendo no meu olhar de "fim de mundo".
Quero ouvir aquela sua voz de menino envergonhado e mimado — que finge pra mim coisas tão óbvias que eu já sei de você.
Eu só quero essa paz toda que você me trás, como se o mundo inteiro ficasse em silêncio na minha mente, sem me incomodar com os problemas que a vida trás.
Quero as risadas que encontro nos MEUS AMIGOS, que me fazem tão bem.

Jogo fora todo o inferno que me atrai, e enfim respiro o ar da NOSSA paz.

It's sunny but cloud inside

As vezes sinto as nuvens cobrindo o meu céu tão azul.
Começo a sentir aquele vento frio que congela meu corpo inteiro.
A sensação me faz tremer, e meu queixo bate na ausência do calor.
As nuvens não demoram no céu, mas passam em intervalos irregulares, imprevistos.
Aquela sensação horrível de que falta algo, mesmo você SABENDO que não deveria faltar mais.
Você pensa em "n" possibilidades, mas sempre no intervalo de um pensamento pro outro já desiste — porque você sabe que não vale a pena, ou talvez acha que não.

E eu sei o que me falta...
Me falta um cadeado pra trancar tudo, já que as correntes soltas sempre insistem em romper.
Não tenho mais medo.. eu desisti de viver pensando no que pode acontecer.
HOJE eu vivo intensamente cada segundo do meu dia, seja nublado ou ensolarado, porque eu sei que o meu destino sou eu quem faço, e o que tiver que aparecer no meu caminho eu vou enfrentar de cabeça erguida com toda a força e coragem que adquiri.
Não tenho medo... eu vou encontrar. Eu sei que vou.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Até logo."

Os dias de glória, de luz e de felicidade insana se apagaram pra nós.
Abriram a tampa do boeiro e você jogou tudo lá dentro, naquela escuridão fédida e podre.
As flores guardadas perderam o cheiro gostoso, e se tornaram pequenas decorações obscuras — sem cor, sem cheiro e nem sabor.
O gosto doce, se tornou amargo, azedo.
O olhar de afeto se tornou de vazio, talvez de raiva misturado com um certo desprezo nítido.
Desprezo causado pela dor, pela mágoa.
As feridas latejam tanto que fica praticamente impossível enxergar o lado bom, o lado colorido de tudo que passou — é, passou.
A dor com que meus olhos te olham é mais nítida do que o amor que se esconde em meu peito ferido.
O amor continua aqui, em algum sotão empoerado. Mas continua protegido contra as traças e o vazio do esquecimento.
Suas palavras rondam por minha cabeça criando milhares de perguntas sem resposta — como as tantas outras que eu sempre tive.
Eu sempre te dei a certeza e você sempre usava-a como dúvida, enquanto você sempre me dava a dúvida e eu usava-a como certeza. Exatamente pra evitar esse apagão terrível.
Agora talvez você entenda o motivo de tanta coisa que nos aconteceu. O motivo de tanta dúvida que me rondava.
O fato de como é difícil acreditar em algo quando tudo nos mostra o contrário.
E se você me entende agora, eu te entendo também.
Existe tantas formas de amor nesse mundo, e mesmo sem nem dever mais falar isso, eu insisto em falar que o que eu senti por você foi o mais forte e nobre.
Mas como qualquer sentimento, ele enfraquece com a mágoa. E se antes eu não me permitia nada, agora eu me permito tudo, mas nem por isso deixo de te amar. A "cicatriz" sempre vai ficar aqui — mais funda e mais vermelha do que as outras.
Não sinto dor agora. Na verdade, não sinto nada.
Foi como se tivessem desligado a válvula de sentimentos de dentro de mim. Porque quando uma dor se torna tão grande e tão insuportável, ela para de doer — e é isso, já doeu tanto, que não dói mais.
Eu espero, do fundo do meu coração mesmo, que você encontre muita felicidade no seu caminho. Encontre sorrisos que te façam tremer; encontre corpos que te façam dançar e encontre um coração que te aqueça. Encontre alguém que se importe com você o tanto quanto eu me importava, e que cuide de você o tanto quanto eu cuidava, ou gostaria de ter cuidado.
Não desista nunca e continue sabendo que sempre que precisar você tem pra onde correr — mesmo eu sabendo que você não quer correr pra minha direção, mas se não te restar saida, eu estarei aqui. Continuarei aqui de um jeito ou de OUTROS.

Se cuida nessa jornada, pois eu estou me cuidando ao máximo também.
Meu eterno "leão".

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Estranho


Estranho mesmo seria eu, Camila Amato, não me sentir estranha as vezes.
Mas como odeio essa sensação de parar no caminho e sentar num pedra, tentando descobrir pra qual caminho ir.
O pior de tudo é saber o caminho certo e mesmo assim sentir vontade de correr para o errado as vezes.

Carrego nas mãos as penas de suas asas. Como elas são doces. Me trazem sensações tão boas que me acho uma tola por ficar parada em dúvida.
O importante não era ser feliz? Então o que eu estou esperando?
Tenho a felicidade nas mãos — nas suas e nas minhas.
Levanto a cabeça e de longe te enxergo me olhando com aquele olhar tão profundo.
Está nítido o que você quer me dizer... "vem".
E eu vou.
Deixo a pedra de lado e vou no sentido que eu estava indo, na direção do bem estar, da felicidade e do conforto.

Obrigada por tudo "meu anjo".
Principalmente pela paciência. Por aturar uma pessoa tão difícil como eu.

♥