sexta-feira, 31 de julho de 2009

Os tremores no corpo não são mais de frio. Algo indefinido, mas não muito agradável.
Palavras vazias, que não me significam nada além de sons cantados.
Nada. Apenas letras incoerentes demais para significar algo.

Se antes eu estava no chão, talvez agora eu esteja dentro dele. Impossibilitada de me mover.
É fácil demais quando se está focada.
Minha mente tem espaço suficiente agora. Estou livre, ou quase totalmente livre.




Mas eu sei... nada muda, por enquanto.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

desfocado

No silêncio, os olhos desfocados miravam alguma direção que eu não sabia qual.
Meus pensamentos vagavam pra longe do lugar aonde eu estava, eu só enxergava cores.
Amarelo, vermelho e marrom.

Lembrando de uma ou duas palavras.
Não conseguia ver nada, apenas borrões lamacentos.



Minha mente vagava pra longe, muito longe.
Minhas mãos geladas, um coração sempre quente.
Uma alma que fica em chamas, apenas pelo toque da brisa leve.
Difícil focar-se em algo, quando se tem tantos detalhes a se reparar.
A chuva cai fina do lado de fora da janela. Só consigo ouvir o sopro da fumaça do meu cigarro e o martelar de um coração.

Uma buzina oca quebra meu silêncio, e um sorriso se forma nos meus lábios.
Me sinto estranha, diferente e isso me apavora.
Fora do comum demais, fora dos padrões normais.
Gritos que não significam nada.
Longe do coração, longe de qualquer coerencia.
Mudança de direção. Como um vento que sopra um aroma delicioso, que te faz desejar aquilo, e de repente o vento sopra pra outro lado, e você sente um cheiro desconhecido, e isso te mantém parada no mesmo lugar.
Por mais que isso me apavore, eu me sinto quase bem.
Como se antes eu não enxergasse tão bem quanto agora — onde cada detalhe é tão nítido pra mim.






E uma simples voz, com uma simples frase, quebra no meio o meu silêncio estranho.
Uma onda de sensação nova, algo que eu não saberia explicar em palavras, encheu meu corpo da cabeça ao pés.
Uma nostalgia, misturada com um bem estar.
Se eu já estava quase convicta antes, agora alguns pontos me fazem questionar — não o que me deixa certa, mas COMO me deixa certa.

Gostaria de ter alguém com quem compartilhar tais pensamentos, seria mais fácil.
Deixo as respostas no ar, acompanhadas por pontos de interrogação — não preciso delas, eu só preciso manter minha mente intacta, como tenho feito.

Incerteza por tantas vezes me levou pra baixo, me fez dispencar do céu, como um avião em chamas.
Não deixe a incerteza te consumir agora. Basta levantar a cabeça, e você vai enxergar.
Não sei, não estou tão convicta como eu era.
Deve ser os famosos "pés no chão".

É uma sensação boa, se querem saber da verdade.
Eu nunca me senti tão... pronta, digamos assim.
Diga-se de passagem, pronta pra viver do modo certo.

É bom olhar pra frente sem ter medo de nada.


É, eu estou feliz.

Engraçado

É engraçado as vezes como eu fico completamente sem saber como agir.
Difícil colocar em uma lista "Agrada", "Desagrada".
Quando se mexe com emoções invisíveis o que você faz?
Age por instinto? Ou aprende novos meios de agir, com partida dos "outros"?
Difícil... Eu sinceramente não sei responder às minhas próprias perguntas.
Na verdade, eu nunca sei como agir corretamente.
Eu apenas tento o jeito que não foge muito do que sou — embora eu saiba que muitas coisas eu teria que fugir.
Talvez o que mais me impede, seja o medo de tentar.
Ou eu ganho, ou eu perco.
Mas o que fazer quando o "perder" pode ser pesado demais? Mas o "ganhar" pode ser recompesador demais?

Caótico.
Preciso analisar os fatos com mais cautela. Separar pontos negativos e positivos.
Recolher mais provas específicas, estuda-las.

Nossa... Quando eu vou parar de pensar igual uma cientista?
Hmm, já sei.

As vezes a resposta é tão óbvia que fica difícil de vê-la.

Veremos. Veremos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O ar faltou de novo. O coração bateu.

Bateu de novo. E de novo. E mais forte.
As mãos começavam a tremer novamente, e falta de ar incomodava.
Mas eu já me acostumara com isso. Já me acostumara com tantas coisas, só faltava algumas.

Como o dia de hoje. Após a tempestade, o sol se abriu.

nostalgia

Cada nota me faz fechar os olhos.
A lembrança do quarto escuro, as velas chicoteando o ar, o cristal colorido girava lentamente, iluminando cada canto que sua luz alcançava.
Conseguia sentir a energia, os braços levantavam lentamente.
Ninguém falava, todo mundo estava focado demais na melodia.

Nostalgia da sensação de impotência perante à aquela mulher.
Minha heroina, minha diva, a razão da minha existência.
Os olhos claros brilhavam no escuro, a luz dos sorrisos iluminava minha alma.
Momentos raros como esses, onde apenas eu e ela estavamos em paz, sozinhas na escuridão.

Nos sentiamos uma só, um fruto de amor poderoso — o mais poderoso de todos.
Ela deitava e eu me encostava nela. Nossos olhos fechavam, e nada mais importava.



Sinto falta desses momentos. Tão longe, mas tão perto.
Só fechar meus olhos, para aquele azul invadir minha mente.
Enquanto ela olha pro céu, eu olho junto.

Porque amor como esse, não importa a distancia, e também nem a morte.
É amor que nunca acaba.

Eu te amo minha heroina.

Bateu.

As mãos tremiam e o coração bateu.
Bateu.
Bateu.
Bateu.
Bateu.



E algo dentro de mim dizia: É, aleluia.
E eu me sentia bem, feliz comigo mesma.
Não sentia dor, não sentia nada além do alívio.
Não fora tão difícil quando o foco foi o amor mesmo.
Fica fácil controlar a vontade, fica fácil controlar os sentidos.
O amor fica mais fácil quando é visto do jeito certo.

É, quando se foca as coisas certas, tudo dá certo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Eu prometi que faria um post decente. Na verdade, faz tanto tempo que eu não posto nada que preste. Nada que eu leia e fala: cara, esse ficou bom.
Minha inspiração está bem zerada, mas isso não me impede de tentar.
E aqui estou eu enrolando, enrolando de novo rs.

Eu prometi a mim mesma também, que pouco falaria, então não vejo um propósito muito grande de usar palavras.
Eu cansei delas.
Palavras ao mesmo tempo podem falar muito, mas não podem falar nada.
Talvez o que me anime agora, é que eu não tenho mais dúvidas.
Eu sei pra que caminho ir, eu sei como agir, eu sei o que fazer.

Como disse, não preciso de nada, nem de ninguém, além de mim mesma.
Posso andar por qualquer caminho, eu já decorei os atalhos, posso voltar a hora que quiser.
Mas feliz é o que anda sempre pra frente. E eu sei que andando pra frente eu vou chegar aonde eu quero, sem ter que voltar.

O tempo está cinza lá fora, vem uma tempestade.
Vou deitar em minha cama, e me lembrar de anos dourados.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Escudo

As vezes eu sou tão forte, mas tão forte que eu esqueço de tudo, mas tem horas que o meu escudo rompe e fico desprotegida de tudo, eu sinto todas as dores que eu afastei pra não sentir, e o pior, ao mesmo tempo. Todas JUNTAS. Todas as fagulhas que deixaram marca de destruição em meu escudo me atingem.

Mas como todo escudo, o meu retorna intacto depois de alguns poucos segundos.
Não preciso de ninguém pra me apoiar e criar forças. Eu preciso de mim mesma.
Vim à esse mundo sozinha, e é assim que vou partir.
Não quero outros abraços, não quero outro beijos, não quero outras risadas, e nem outros cheiros.
Não preciso de ninguém pra ser feliz, preciso apenas dos meus sorrisos.
Nessa solidão não caminho sozinha, caminho com meus sonhos, e com toda a minha coragem.
Não sou igual a ninguém, sou o melhor que posso. Aprendo algo novo cada dia que se passa.
Não cometo os mesmos erros já cometidos, e agora não voo mais tão alto, perdi o medo de ficar no chão enfim.
Sinto frio como todos, sinto calor como todos. Meu corpo é menor do que deveria ser, mas não é porque sou menor, que sou mais frágil — MUITO pelo contrário, aguento coisas que muitos não aguentariam.
Talvez o que me diferencie tantos dos outros, é esse tal sentimento.
Busco respostas demais, mas "por pensar demais eu preferi não pensar demais
dessa vez".

Gostaria tanto de poder confessar algo aqui. Confessar algo que somente eu sei — que eu não tive coragem de contar pra ninguém.
Mas por receio de demonstrar esse sentimento tão nobre, eu não vou falar nada.


"Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei..."