segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Mas que sensação.
Uma flor pode nascer no deserto. Sem água demais, e com sol em excesso. Um frio de congelar a alma de noite, mas ela continua lá. Nascendo, florescendo.
Meu corpo treme agora, não sei se de frio, ou se é por isso que estou sentindo.
Indefinido na verdade. Já senti isso nesses últimos meses, mas nunca soube explicar.
Talvez seja apenas a verdade. É isso.
Você pode ter todos que quer, mas nenhum desses rostos apagados iriam suprir a falta que o meu teria pra você. Do meu sorriso, da minha cara de manhosa, e quem sabe também da minha cara de brava.
Você pode se lembrar de outros rostos, sentir falta de outros sorrisos, mas é sempre com o meu que você vai comparar.
Você pode andar por um lugar e se lembra de alguém, mas você também vai lembrar de mim. Ou porque também passamos juntas por aquele lugar, ou porque você desejou estar comigo naquele lugar.
Você pode ver um filme, ou escutar uma música que era tema de outro amor seu, mas no fundo você vai pensar em mim quando ver, ou escutar. Porque o tema, ou a letra sempre serão tão nossos. Tão nosso sentimento. Porque é o único que vai ficar, o único que restou de verdade.
Você pode sentir um cheiro familiar, mas vai desejar que fosse o meu.
Você sabe tão bem me agradar, tanto quanto sabe me desagradar. Sabe como me ganhar, mas nunca tentou a fundo me perder, porque você se perderia sem mim também.
É tudo tão óbvio que fica difícil de enchergar, porque sempre procuramos entender o mais difícil e não o mais fácil.
Você precisa de mim. E o seu lugar — o seu favorito, aquele que você não trocaria — é ao meu lado.
Você precisa das minhas risadas, dos meus sermões, dos meus conselhos.
Porque você, melhor do que ninguém, sabe que eu vou estar aqui, para qualquer assunto, para qualquer situação.
Porque eu sou forte o suficiente para ser o que você precisar.
E eu sei que você precisa de mim do modo como somos. Cúmplices de um amor irreversível. Inexquecível. Imperecível.
Embora tenhamos uma validade invisível, tanto eu, quanto você sabemos que é a nossa validade.
E que mesmo invisível ela é irrevogável.
Não importa a sensação que você esteja sentindo, sei que pensarás em mim.
Na raiva, na tristeza, na alegria e principalmente quando se achar invencível.
Porque eu faço de você minha heroina, e você ama isso, tanto quanto me ama.
Você ama ser a peça chave de mim, porque sabe que eu sou a peça chave de você.
E eu sei que está perto, perto de se entregar completamente à mim.
Eu sei que é isso. É exatamente isso.
Clarice Lispector
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
alteração
Encontramos detalhes que nunca reparamos.
Percebemos as coisas com olhos diferentes, ângulos diferentes.
Você pensa em uma coisa que seria tão obvia, e ai está: ela não está mais tão óbvia.
Você para, pensa e pensa, e na verdade não consegue mudar a forma de como está vendo.
E então passa.
E você vê que realmente era o ângulo retorcido da situação, o oposto.
Porque você não pensa assim, não pensaria assim. A única coisa que você pensa é em conseguir o que tanto quer.
Ai você se pergunta se realmente está deixando detalhes passarem, ou se eram coisas que você mesmo criou.
E a resposta é: Não importa.
Porque tudo basta a não importar mais nada.
Você só quer fazer certo e vai fazer de tudo pra isso.
Sem deixar rastros de destruição dessa vez.
Percebemos as coisas com olhos diferentes, ângulos diferentes.
Você pensa em uma coisa que seria tão obvia, e ai está: ela não está mais tão óbvia.
Você para, pensa e pensa, e na verdade não consegue mudar a forma de como está vendo.
E então passa.
E você vê que realmente era o ângulo retorcido da situação, o oposto.
Porque você não pensa assim, não pensaria assim. A única coisa que você pensa é em conseguir o que tanto quer.
Ai você se pergunta se realmente está deixando detalhes passarem, ou se eram coisas que você mesmo criou.
E a resposta é: Não importa.
Porque tudo basta a não importar mais nada.
Você só quer fazer certo e vai fazer de tudo pra isso.
Sem deixar rastros de destruição dessa vez.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Eu transpiro amor.
Hoje me peguei pensando nisso.
Será que sou uma "besta quadrada" por dar tanta importância ao amor na minha vida?
Confesso que as vezes coloco o amor na frente de muitas coisas, não importa qual amor.
Não sei, pra mim o amor é tão importante.
Acho que ele faz das pessoas melhores — ou piores as vezes.
Que atire a primeira pedra quem ama e não está feliz por amar.
Mas calma, eu sei que o amor não é nada fácil — bom, na verdade as pessoas não são nada fáceis, e eu também não, nem um pouco.
Mas me refiro ao auge do amor, aquele que te faz ver estrelas, que te faz arrepiar, tremer.
Quem não está feliz sentindo um amor desses? Recíproco, pecador, intenso.
O amor move qualquer coisa ao nosso redor.
Nos faz fazer o impossível. Nos faz chorar, nos faz gritar sem som algum.
O amor cega a alma, confunde a mente, que vive tentando por algum juizo pra algo que não tem explicação.
É isso. O amor não tem explicação.
É tão absurdo que você não consegue parar de senti-lo.
Sulga suas forças, consome o pouco de sanidade que lhe resta. Ocupa seus pensamentos dia e noite.
A vontade de estar junto, a vontade de dar o mundo, mesmo quando a única coisa que você pode dar é um abraço apertado, e pronto, já bastou — esse era o "mundo" que você queria.
Porque o mundo passa a importar menos, afinal seu mundo está lá, te abraçando.
Você sorri pra quem não conhece, só para mostrar o quão feliz está.
Você canta sem ligar pra o que vão falar da sua voz rouca, ou fina demais.
Você dança só pra liberar um pouco dessa felicidade, porque você a tem em excesso.
Você quer gritar e gritar: Eu sou a pessoa mais feliz do mundo.
Então vem a onda e te derruba.
Você se questiona sobre coisas que nunca pensou. Se culpa, o culpa, a culpa.
Tudo pra encontrar respostas. E no final você nunca encontra resposta pra isso.
Porque o amor não tem pergunta, não tem resposta.
Ele te abocanha e não tem mais volta.
Você vai amar, até mesmo se não for amado.
E é tão simples que é irritante.
Porque basta um olhar pra você sonhar de novo.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
It's almost 3 a.m...
..and I can't sleep. I'm thinking about you, thinking about a lot of things. I just, don't know what to say. No, I know, but I'm afraid to do it. Because I never know what will be your reaction. I never know the right time to say, don't know how to act. To tell you the truth, I don't even know what do you think about all this confused history. I don't know.... I would like to say everything, but I think you'll never understand me. You'll judge me like a crazy girl, because you can't see that you don't make me feel safe enough. I feel scared. Can you take off all these fears? Please, just hold me tight, and don't let me go, never. We've to make chooses for ours lifes. I make my choose, and what's yours?
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Pensamentos..
..são como palavras que ainda não foram ditas.
Você pensa e repensa, colhendo os que vão ser ditos e os que não vão.
Você guarda alguns, outros você anula.
Em minha mente, abertos para a minha auto-piração.
Uns gritam, outros se calam; uns me fazem rir, outros me fazem sentir raiva.
E o melhor de tudo isso é que somente eu posso ouvi-los.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
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